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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

UMA "ESPERANÇA"

 



















 Estamos a entrar num novo ano...a esperança teima em nos acompanhar...
embora nada me aquece...senão o aquecedor e mesmo esse é com os olhos
no contador, é assim que se resume o romantismo dos dias!
Em tiras esbranquiçadas, desce do céu o sol envergonhado por aparecer...
mesmo assim aquece e deslumbra.
Deixa uma saudade antiga que cresce e se esfuma junto ao sol, branco e
morno...O frio doce que eu gostava! E agora? O que ficou?
Penso que nada...só uma esmola de carinho, tirada a "ferros"de corações
demasiados ocupados.

JACQUES BREL - Olympia 1966 ( COMPLET )

JACQUES BREL - Olympia 1966 ( COMPLET )

sábado, 28 de dezembro de 2013

A FAMILIA


Famílias portuguesas são a personalidade do ano
Eu vejo a família como a personalidade do ano neste triste
 lugar condenado a empobrecer como expiação do pecado
de querer viver melhor, de ter uma vida mais feliz, próspera
 e sincronizada com a modernidade do mundo. Mas não é
 só pieguice e sentimento: são números também e, por isso,
 a razão. Nas últimas décadas, cada geração tentou encontrar
 um caminho novo e diferente, muitas vezes por oposição aos
 caminhos percorridos pelas gerações mais velhas.
 Hoje, e aqui, assiste-se a uma cooperação intergeracional que
 todos convoca para resolver os problemas. As famílias têm sido
o grande exemplo do que deve ser feito: cooperar, ajudar, colaborar
 e, sobretudo, inventar novos (não velhos) caminhos.
Se não fosse o saber das famílias, a sua coesão e o seu engenho
 para sobreviver sem nunca desistir de tentar a felicidade, o país há
muito que estava a ferro e fogo.
 

As magos, os sorrisos...

O ELEFANTE DA CRISE

É conhecida a "parábola do elefante" contada por Djalâl-ad-Din Rûmî
(1207-1273),expoente da poesia mística persa.
Foi o caso que alguns hindus exibiram um elefante para pessoas que
 nunca tinham visto tal criatura,mas exibiram-no numa sala escura.
Não o podendo ver, todos procuraram identifica-lo com as mãos.
Um apalpou a tromba e declarou que o animal era como um tubo de
água. Outro apalpou a orelha e disse que aquele animal era como um
leque enorme. Outro  apalpou o dorso e declarou que devia ser como
um grande trono.Outro a perna, afirmou sem hesitações que um elefante
era como uma coluna. De acordo com a parte que apalpava, cada um
dava uma descrição diferente da criatura.
Não nos interessa aqui a conclusão de Rûmi,que fala em espuma e mar.
Por agora basta que nos empreste o elefante,se faz favor.
E nem precisamos da sala escura,obrigado podemos pô-lo mesmo no
meio da praça, ao meio dia claro e sem nuvens nem sombras.
Agora chamem os governantes atuais,os passados e os candidatos a futuros
e mandem-nos descrever o elefante.
Vão ver que cada um apalpa uma parte e vê com as mãos,mesmo olhando-o
todo. Se a seguir,lhes perguntarmos como tratar e alimentar o paquiderme,
como " viram"coisas diferentes,imaginamos a variedade de propostas que
vão surgir. Como se pode dar a mesma comida a uma criatura de Deus que
parece um tubo,ou antes um leque,ou antes uma coluna?
Será melhor devolver o elefante ao dono antes que tenha uma crise de fígado.
Eu disse crise? Não era disso que eu queria falar,mas nem de prepósito.
A palavra escorregou pela tromba do bicho e veio-nos parar aos pés ,melhor
será agarrá-la. Pois não é que a situação do país parece um elefante, onde se
 descrevem partes e não se vê o conjunto? Bem sei, há animais que não se
veem bem por serem pequenos, outros por serem grandes. Mas não é o caso.
                                                                                    ARISTIDES NELVA

 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

POEMA DE NATAL


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UM NATAL SIMPLES

Um Natal simples

Católicos, cristãos, agnósticos - e atrever-me-ia a dizer ateus
 - todos somos filhos da cultura judaico-cristã, sobretudo do
legado que Cristo veio ao mundo dar testemunho: o amor
entre os seres humanos.
Todos sabemos que entre as palavras ditas e a prática ao longo
 de séculos existiram grandes contradições.
 O ódio sobrepôs-se ao amor na Inquisição; a riqueza à frugalidade
 em muitas organizações das igrejas; a ganância à fraternidade
em inúmeras ações que deveriam ser de caridade; a hipocrisia
 à verdade libertadora que Cristo ensinou.